quarta-feira, 20 de abril de 2011

Binêna!

Embora morássemos no mesmo bairro e já tivéssemos nos visto algumas vezes, a antipatia preconceituosa que nutríamos uma pela outra, nunca permitiu que trocássemos sequer um “olá”. Foi quando no primeiro dia de aula na Faculdade, de modo inesperado o destino nos uniu, estudando na mesma sala, aquela estranha aversão logo deu espaço a uma grande e verdadeira amizade.
Ela era inteligente, autêntica, bocuda e sensível, amada por uns, nem tão querida por outros, mas, de alguma forma “assunto de todos”. Com estilo marcante, costumava combinar a cor da roupa com a flor artificial que usava no cabelo, falava alto e tinha uma gargalhada que comumente ecoava através dos corredores da Faculdade como um convite antecipado para o intervalo. Apreciava Comunicação Comparada, mas, tinha preferência pelos temas extracurriculares discutidos no trailer do Dominguinhos.
Entregar-se com paixão às mais diversas causas lhe era bem peculiar e embora nem sempre tivesse experimentado o gosto da vitória, quando entrava numa briga (seja nas questões ideológicas estudantis, seja nas pessoais) era pra ganhar.
Como amiga, quase sempre tinha as palavras certas, na ausência delas falava com o olhar. Como filha, embora geniosa (palavras da sua mãe) mostrava um amor incondicional pelos pais. Como tia e irmã, atenciosa e desprendida. Como mulher, apaixonada e transitória.
Juntas rimos, choramos, realizamos alguns sonhos, engavetamos outros tantos, comemoramos o sucesso, lamentamos o fracasso! Tornamo-nos irmãs. Passados alguns anos desde aquele primeiro dia de aula, ela partiu buscando alçar voos mais altos. Hoje, partilhamos um sentimento chamado SAUDADE!

FELIZ ANIVERSÁRIO BINÊNA!

M.M

terça-feira, 5 de abril de 2011

Sábia Clarice, sabia?


Quando fazemos tudo para que nos amem e não conseguimos, resta-nos um último recurso: não fazer mais nada. Por isso, digo, quando não obtivermos o amor, o afeto ou a ternura que havíamos solicitado, melhor será desistirmos e procurar mais adiante os sentimentos que nos negaram. Não fazer esforços inúteis, pois o amor nasce, ou não, espontaneamente, mas nunca por força de imposição. Às vezes, é inútil esforçar-se demais, nada se consegue;outras vezes, nada damos e o amor se rende aos nossos pés. Os sentimentos são sempre uma surpresa. Nunca foram uma caridade mendigada, uma compaixão ou um favor concedido. Quase sempre amamos a quem nos ama mal, e desprezamos quem melhor nos quer. Assim, repito, quando tivermos feito tudo para conseguir um amor, e falhado, resta-nos um só caminho...o de mais nada fazer.

Clarice Lispector

terça-feira, 29 de março de 2011

O BLOG DO MILHÃO.

Blog meu...
Blog meu...
Vai buscar dinheiro aonde
Blog meu?


Depois da grande polêmica criada em torno do Blog do Milhão da Maria Bethânia...








Das várias manifestações raivosas por parte dos internautas...








Da “ameaça” de explosão ao Ministério da Cultura...











E da venda do site para o Google pela "bagatela" de R$ 1,4 MILHÃO...










Eis que tudo (como de costume) vira piada...



Rir ainda é o melhor remédio (eu acho)!

PS: Ministério da Cultura,também estou aceitando "incentivos"! Não tenho a voz, o talento, as belas madeixas e a CARA DE PAU da Bethânia, mas, quem sabe não rola um "Bolsa Blog"? =D









M.M.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Reavivar!

Há alguns sonhos atrás, no auto da minha inquietude, sai “pelo mundo” com a certeza de que a saudade e a insegurança que naquele momento sentira, facilmente seriam apagadas pelo prazer da liberdade recém conquistada... Passado algum tempo, descobri que a alegria em ser um "ser livre" de alguma maneira me era arrancada pela falta que o seu amor fazia. Aprendi com os anos de ausência que os seus beijos, abraços, olhares de ternura e até de reprovação foram sempre os mais amáveis, e que longe deles a tão almejada felicidade tornara-se incompleta. Os sonhos que construira em torno da nossa família, foram por mim engavetados no momento em que decidi caminhar sozinha. Agora, sabendo do peso da responsabilidade de ser adulta, mas ainda tendo muito que aprender, admito que não deveria tê-los deixado de lado, não daquela maneira. Deveria tão somente tê-lo escutado mais. Contudo, falar em arrependimentos neste instante seria só mais uma tentativa de enganar a mim mesma, pois, embora alguns dos meus passos tenham sido errados, sei que o meu coração sempre foi em busca daquilo que julgava ser o correto. É por isso que hoje, mesmo que pareça tardio, volto para resgatar tudo aquilo que um dia de maneira imatura deixei para trás. Volto na ânsia de reavivar um amor adormecido, e é em nome dele que venho te buscar MEU PAI.




M.M.

segunda-feira, 21 de março de 2011

De pés no chão!




E mesmo que meus passos sejam falsos,
mesmo que os meus caminhos sejam errados,
mesmo que meu jeito de levar a vida incomode,
eu sei quem sou...
E sei pelo que devo lutar,
......e se você acha que meu orgulho é grande,
é porque nunca viu o tamanho da minha FÉ! (Tião Carreiro)

segunda-feira, 14 de março de 2011

Enquanto não superarmos
a ânsia do amor sem limites,
não podemos crescer
emocionalmente.

Enquanto não atravessarmos
a dor de nossa própria solidão,
continuaremos
a nos buscar em outras metades.
Para viver a dois, antes, é
necessário ser um.

Fernando Pessoa.



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COM OS PÉS NO CHÃO.


Bem, sabemos que quando a paixão bate a nossa porta e nós a deixamos entrar, comumente nossos neurônios descem para os pés e dificilmente agiremos com a razão neste período “cor-de-rosa” não é? . Porém, até a burrice oriunda de um sentimento avassalador tem limite, é inaceitável (a meu ver) que nos dias de hoje, ainda encontremos mulheres se auto- mutilando sentimentalmente e espiritualmente por causa de um fulano que não corresponde a seus sentimentos.Dia desses, me deparei com uma figurinha que me fez constatar que esse estado “idiótico” pode perdurar anos na vida de uma mulher,a “tolinha” era gente boa, independente,bonita, agradável,bem sucedida,poooorém, totalmente mergulhada num “mar de capim” por causa de um namoro “com os dois pés na cova”.Diante de uma baita falta de amor próprio, que a impedia de enxergar as suas qualidades, e de uma total ausência de perspectivas , seu único refúgio passou a ser o seu quarto. Genteemmmm,quem nunca teve um amor mal curado que atire a primeira pedra, agora, se entregar à tristeza e à melancolia já foge à minha compreensão. Antes um porre de cachaça e uma boa conversa com as amigas do que um Diazepam e uma cama. Em situações como estas, faz-se necessário permitirmo-nos novas (ou velhas) experiências, não estou falando de sair beijando, bebendo, farrando desregradamente como muita gente costuma fazer quando um namoro, casamento ou caso acaba, acho inclusive que isso não ajuda em muita coisa, falo de voltar a dar espaço àqueles hábitos que deixamos de lado quando julgamos ter encontrado a nossa cara-metade, como ir ao cinema com as amigas, retornar à academia, arrumar o guarda-roupa, ir a um happy hour após um dia de trabalho, ler, escutar uma boa música, assistir a um filme comendo pipoca com catchup, enfim, reaprender a SE CUIDAR (algo que muitas de nós deixamos de fazer quando passamos a nos dedicar mais a outra pessoa do que a nós mesmas). Na medida em que tentamos remediar uma dor de cotovelo isolando-nos do mundo e de si próprias, podemos estar perdendo os melhores anos das nossas vidas e inconsequentemente deixando a nossa felicidade para depois. Neste período de readaptações, é importante SABER CURTIR essa suposta “solidão”, creio que seja apenas seguindo o curso natural das coisas, sem queimar nem pular etapas, que estaremos prontas para permitirmos (ou não) que outro alguém novamente tire os nossos pés do chão.

M.M

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

E os melhores beijos não são apenas seus.

Sexta-feira a noite, Daniela mantêm-se paralisada há duas horas em frente ao seu computador, após fuçar o orkut de meio mundo de gente, ver o clip novo da Lady Gaga no youtube e teclar com sete pessoas ao mesmo tempo no msn, o tédio aos poucos invade a tela. Na medida em que o momento de ócio se prolonga, a vontade de sair naquele friozinho esvai-se "pelo ralo”, até voltar "pela torneira" com força total quando a janela do menssenger pisca: Convite para um churrasco (churrasco à noite = desculpa para beber) na casa do Gustavo.
Para Daniela, diferente da maioria das mulheres, arrumar-se com destreza nunca foi problema, quando um chamado lhe parece interessante então... Nem o The Flash a desbanca, por isso, em menos de 20 minutos, lá está ela com um salto 15 verde- limão (que só não atrai mais olhares do que o seu indiscreto decote), chegando à festa. Não muito tempo depois, já se pode vê-la agarrada a um copo de cerveja e a um belo pedaço de carne: A boca do Cafão, um cara que conhecera há longos 40 minutos.
Como quase tudo na vida da Daniela costuma ser rápido e intenso, logo o Cafão nela desperta um MA-RA-VI-LHO-SO estado de euforia (esse vem antes do idiótico). Em quinze dias os beijos, abraços, companhia e pegada por ele proporcionados tornam-se perigosamente viciantes; Vícios dos quais um mês de fica (eu disse FICA) depois ela se livra, quando numa visita rápida ao orkut descobre que eles não são exclusividade sua,o FDP mantivera um álbum aberto onde estampara através de fotos, toda a sua felicidade com a NAMORADA!Durante uma longa noite, Daniela chora se achando a “mulé- mar –burra- do - mundo”, contudo, na manhã seguinte enquanto escova os dentes, olha-se no espelho e percebe que é o “fidekenga” do Cafão que tem motivos para estar com os olhos inchados, afinal, ele perdera os seus melhores beijos...

M.M.

Beijos Tolinha, ops...Daniela! rsrsrsrsr