a ânsia do amor sem limites,
não podemos crescer
emocionalmente.
Enquanto não atravessarmos
a dor de nossa própria solidão,
continuaremos
a nos buscar em outras metades.
Para viver a dois, antes, é
necessário ser um.
Fernando Pessoa.
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COM OS PÉS NO CHÃO.
Bem, sabemos que quando a paixão bate a nossa porta e nós a deixamos entrar, comumente nossos neurônios descem para os pés e dificilmente agiremos com a razão neste período “cor-de-rosa” não é? . Porém, até a burrice oriunda de um sentimento avassalador tem limite, é inaceitável (a meu ver) que nos dias de hoje, ainda encontremos mulheres se auto- mutilando sentimentalmente e espiritualmente por causa de um fulano que não corresponde a seus sentimentos.Dia desses, me deparei com uma figurinha que me fez constatar que esse estado “idiótico” pode perdurar anos na vida de uma mulher,a “tolinha” era gente boa, independente,bonita, agradável,bem sucedida,poooorém, totalmente mergulhada num “mar de capim” por causa de um namoro “com os dois pés na cova”.Diante de uma baita falta de amor próprio, que a impedia de enxergar as suas qualidades, e de uma total ausência de perspectivas , seu único refúgio passou a ser o seu quarto. Genteemmmm,quem nunca teve um amor mal curado que atire a primeira pedra, agora, se entregar à tristeza e à melancolia já foge à minha compreensão. Antes um porre de cachaça e uma boa conversa com as amigas do que um Diazepam e uma cama. Em situações como estas, faz-se necessário permitirmo-nos novas (ou velhas) experiências, não estou falando de sair beijando, bebendo, farrando desregradamente como muita gente costuma fazer quando um namoro, casamento ou caso acaba, acho inclusive que isso não ajuda em muita coisa, falo de voltar a dar espaço àqueles hábitos que deixamos de lado quando julgamos ter encontrado a nossa cara-metade, como ir ao cinema com as amigas, retornar à academia, arrumar o guarda-roupa, ir a um happy hour após um dia de trabalho, ler, escutar uma boa música, assistir a um filme comendo pipoca com catchup, enfim, reaprender a SE CUIDAR (algo que muitas de nós deixamos de fazer quando passamos a nos dedicar mais a outra pessoa do que a nós mesmas). Na medida em que tentamos remediar uma dor de cotovelo isolando-nos do mundo e de si próprias, podemos estar perdendo os melhores anos das nossas vidas e inconsequentemente deixando a nossa felicidade para depois. Neste período de readaptações, é importante SABER CURTIR essa suposta “solidão”, creio que seja apenas seguindo o curso natural das coisas, sem queimar nem pular etapas, que estaremos prontas para permitirmos (ou não) que outro alguém novamente tire os nossos pés do chão.M.M
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